Há muitos anos, eu ia a passear num bosque com muitas árvores e arbustos quando encontrei um ogre no meio daquela folhagem toda.
Era um ogre verde, de olhos vermelhos, orelhas bicudas e dentes de vampiro. Também era muito alto e tinha unhas afiadas nos dedos das mãos e dos pés. Chamava-se Malcheiroso porque cheirava muito mal.
Estava com um taco na mão.
O Malcheiroso levou-me para sua casa, pôs-me num prato gigante, pegou nuns talheres gigantes e ia-me comer, mas eu tive coragem e disse:
- Por favor, tem paciência, não me comas.
O ogre pousou os talheres na mesa e não me comeu.
A seguir, conversámos muito tempo até ficarmos amigos.
Daí em diante, ia a sua casa todos os dias e ficámos amigos para sempre.
Miguel Pereira

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