Foi há muitos anos, em 1984, quando militares
de elite tinham posto, numa rua em Nova Iorque, um poster de dois fugitivos
profissionais, um loiro com pele branca e um dente amarelo e outro preto de
cabelo vermelho a fumar um cigarro. A recompensa era de dez mil dólares, a
quantia de dinheiro de que eu precisava para uma casa. Por isso aceitei o cargo
de os apanhar.
Foi então que arrisquei em roubar um carro de
uma loja para ser mais rápido a encontrá-los.
Claro que a polícia foi atrás de mim, mas
enquanto iam atrás de mim, ouvi no rádio que os fugitivos estavam no elevador
de um arranha-céus de quarenta e sete andares, por isso fui para lá.
Quando cheguei, carreguei no botão do elevador
umas mil vezes, porque estava muito apressado.
Depois, arrombei a porta do elevador onde
estava, para me prender à corda do elevador que tinha a bordo os fugitivos.
Trepei para cima, até que o chão do elevador
se partiu e os fugitivos caíram.
Eu larguei-me e apanhei-os. Tivemos sorte
porque caímos num ferro. Mas eu depois tinha de sair dali com eles.
Por acaso, eles desceram e entregaram-se
sozinhos.
Eu ganhei o dinheiro e tive uma casa.
António
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